Cia. Mogiana de Estradas de Ferro S.A.

Ampliar o mapa, click na foto.
A Companhia Mogiana de Estradas de Ferro, foi criada em 1872 e sua sede estava localizada na cidade de Campinas com prolongamento até Mogi Mirim, com um Ramal para Amparo e seguimento até as margens do Rio Grande. A concessão se deu através dos termos da Lei Provincial n.º 18, de 21 de março de 1872. Esta companhia também contava com privilégios de zona pôr 90 anos de garantia de juros de 7% sobre o capital de 3.000 contos de réis. Essa mesma lei concedia privilégio sem garantias de juros para o prolongamento da linha até às margens do Rio Grande passando pôr Casa Branca e Franca. A Companhia Mogiana iniciou as obras de construção de sua estrada em 02 de dezembro de 1872, muito tempo antes de ter assinado o contrato com o Governo Provincial em 19 de junho de 1873. Em 1º de julho de 1872, no Paço da Câmara Municipal de Campinas, reuniram-se em Assembléia Geral os acionistas da nova empresa, entre os quais a família Silva Prado, Antônio Queiroz Telles e José Estanislau do Amaral que eram grandes proprietários de plantações de café e o Barão de Tietê, pôr si próprio e pela empresa de seguros que presidia, a Companhia União Paulista.
A reunião realizada visava a discussão e aprovação do projeto e de seus estatutos, assim, como a eleição da diretoria provisória que deveria gerir os negócios da empresa até sua organização definitiva. A primeira diretoria ficou assim constituída: Dr. Antônio de Queiroz Telles (Barão, Visconde e Conde de Parnaíba) Tenente Coronel Egídio de Souza Aranha, Dr. Antônio Pinheiro de Ulhoa Cintra (Barão de Jaguara), Capitão Joaquim Quirino dos Santos e Antônio Manoel Proença. Estes mesmos diretores foram eleitos em caráter definitivo na Assembléia Geral realizada em 30 de março de 1873. Estava assim constituída a Companhia Mogiana com o capital de 3.000 contos de réis, divididos em 15.000 ações no valor nominal de 200 contos de réis. A 03 de maio era concluída a primeira etapa entre Campinas e Jaguari (atualmente Jaguariúna) numa distância de 34 km. Três meses depois a estrada chegava em Mogi Mirim totalizando 41 km. O tráfego, nesse trecho, foi inaugurado em 27 de agosto do mesmo ano com a presença do Imperador D. Pedro II. Neste mesmo ano ficou pronto o Ramal de Amparo, numa extensão de 30 km, e em janeiro de 1878, a estrada atingia Casa Branca, a 172 km de Campinas. No ano de 1880, após muitos debates com a Companhia Paulista, levando-se em conta os privilégios de Zona, a Mogiana conseguiu a concessão para prolongar seus trilhos até a cidade de Ribeirão Preto (na época chamada Vila do Entre Rios). Posteriormente a Mogiana partiu para a construção do trecho que levaria seus trilhos ao Triângulo Mineiro e Sul de Minas Gerais, no sentido de atrair para a economia paulista esta vasta região. O Rio Grande foi atingido em 1888, o Ramal de Poços de Caldas foi concluído em 1886 e o de Franca em 1889. Nessa época a empresa recebeu o nome de Companhia Mogiana de Estradas de Ferro e Navegação, tendo em vista que em 1888 iniciava o serviço de navegação fluvial pelo Rio Grande, com o transporte de mercadorias e gado em grandes batelões de madeira, com capacidade de 15 toneladas
Esta ferrovia após transpor o Rio Grande avançou pelo chamado Triângulo Mineiro fazendo ponto final na cidade de Araguari, tornando as ligações desta região mais fáceis com São Paulo do que com o próprio estado de Minas Gerais, e ainda hoje continua mantendo esse vínculo, porém com menos intensidade. Na década de 30, com o declínio da produção de café e os problemas econômicos originados pela 2ª Guerra Mundial, a Mogiana entra em dificuldades financeiras, que se refletiram negativamente na prestação de seus serviços e passou a ser controlada pelo Governo do Estado de São Paulo em 1952. Em 1967 a Mogiana assumiu a administração da Estrada de Ferro São Paulo e Minas, cujas linhas correm entre as cidades de São Simão (SP) até São Sebastião do Paraíso (MG). A Mogiana ainda incorporou mais duas ferrovias: a Companhia Ramal Férreo do Rio Pardo (1888) e a Companhia Agrícola Santos Dumont (1890). Em novembro de 1971, a Companhia Mogiana de Estradas de Ferro incorporou à FEPASA – Ferrovia Paulista S.A.
|