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Logística Carteira de recursos do BNDES para o setor prevê R$ 4,9 bilhões até 2007, incluindo os grandes projetos Ferrovias devem receber R$ 1,8 bi em 2006 Francisco Góes Do Rio | ||
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Os investimentos em ferrovias, em 2006, estarão apoiados mais em iniciativas privadas para ampliar a capacidade de carga e aumentar a eficiência do transporte do que em grandes projetos de infra-estrutura. É o que indica a carteira de projetos do departamento de logística do BNDES. O levantamento prevê investimentos de R$ 1,8 bilhão no setor ferroviário no ano que vem com a maior parte dos recursos voltada para a compra de vagões, locomotivas e reformas de vias. Não estão previstos desembolsos para empreendimentos aguardados com expectativa como a implantação da ferrovia Norte-Sul e do anel ferroviário de São Paulo. A construção da Nova Transnordestina, outra grande obra
ferroviária ainda em compasso de espera, poderá receber investimentos já
em 2006. Mas a tendência é de que seja apenas uma pequena parcela dos R$
400 milhões que o O calendário eleitoral de 2006 impõe dificuldade extra ao banco de fomento no apoio aos grandes projetos estruturantes do setor ferroviário: o BNDES só pode contratar financiamentos junto ao setor público, para realização de obras novas, até abril do ano que vem. Em um horizonte de dois anos, 2006-2007, a carteira ferroviária do BNDES soma quase R$ 5 bilhões em investimentos a serem feitos por empresas privadas com o apoio do banco de fomento. Em 2007 seriam mais R$ 3,1 bilhões.
"Os valores representam a disposição do BNDES de
participar dos investimentos no setor", diz Martins. Ele reconhece que há
empresas que costumam fazer seus investimentos em ferrovias sem passar
pelo banco. Em outros casos, o BNDES tem papel importante. A Companhia
Ferroviária do Nordeste (
Já a América Latina Logística ( Os acordos entre as ferrovias e os clientes na aquisição e reforma de vagões e locomotivas surgiram após a privatização do setor no país. Foi nesse momento que as concessionárias investiram pesado na reforma da via, como forma de expandir a capacidade de carga para atender o crescimento da demanda e assegurar maior eficiência em segmentos exportadores como o agronegócio. "Buscamos maior eficiência e uma operação segura", diz
César Borges de Sousa, vice-presidente da A Cargill foi uma das primeiras empresas a fechar
parceria com uma ferrovia. O primeiro acordo foi em 1999 com a ALL e
envolveu a compra de 24 vagões. Ricardo Nascimbeni, gerente de logística
do complexo soja da Cargill, diz que a empresa continua a estudar
parcerias com ferrovias. Nos últimos quatro anos, a Cargill investiu cerca
de R$ 90 milhões na compra e reforma de vagões, locomotivas e reformas de
vias. A empresa tem acordos com a ALL e com a Outro projeto em perspectiva na carteira do BNDES para 2006 é a aquisição de cerca de 1,5 mil vagões. O investimento total será de R$ 328 milhões e financiamento de R$ 281 milhões em operação de leasing envolvendo bancos e clientes da Brasil Ferrovias. Martins, do BNDES, diz que se trata da maior operação de leasing do país. Ele acrescentou que a Brasil Ferrovias também conta com linha de financiamento do banco de R$ 265 milhões, para investimento, dos quais só cerca de 15% devem ser liberados em 2005. Martins citou outras duas operações aprovadas
recentemente pelo banco: um financiamento de R$ 40 milhões para a
aquisição de 189 vagões pela |