Locomotiva derruba telhado da Estação Cultura

Gilson Rei / Agência Anhangüera

A cobertura metálica da Plataforma 1 de embarque e desembarque da Estação Cultura de Campinas, foi totalmente retorcida e destruída por um trem nesta quinta-feira, às 13h, danificando parte do prédio do complexo ferroviário da antiga Fepasa (Ferrovias Paulistas S/A), considerado patrimônio histórico da cidade, tombado pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arquitetônico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo (Condephaat) e pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Artístico e Cultural de Campinas (Condepacc).

Uma locomotiva da MRS Logística S.A. puxava dois vagões vazios e um outro vagão com dezenas de dormentes de madeira. Com o barulho da locomotiva nos trilhos, o maquinista não percebeu que alguns dormentes enrroscaram-se em uma das vigas de ferro, que fazem a sustentação da cobertura.

Os dormentes acabaram arrastando a viga por 13 metros e puxando toda a cobertura, danificando parte do prédio, na área onde existe o auditório reservado para eventos, seminários e palestras, que fica em cima do setor de expediente e em frente ao Centro de Educação Profissional de Campinas (Ceprocamp) - Antonio Costa Santos.

A cobertura metálica ficou sobre os vagões e ninguém ficou ferido. A Estação Cultura, que normalmente fica aberta até às 20h, foi fechada às 15h e não havia previsão para abertura. Engenheiros da Brasil Ferrovias - Ferrovias Bandeirantes (Ferroban) estiveram no local, mas negaram-se a dar declarações sobre o acidente.
Cerca de quatro locomotivas passam, por dia, pela estação, levando soja, açúcar, produtos químicos e outros produtos. Mais de R$ 4 milhões já foram investidos neste trabalho de restauração do local, que inclui a elaboração de um programa de uso para os 350 mil metros quadrados do Complexo Fepasa, a restauração dos prédios que são patrimônio histórico e o fazer funcionar de maneira harmônica o conjunto de instituições que convivem naquele espaço.